O Farol oferece uma experiência turística imersiva, unificando aplicativo e totens interativos. Interfaces e arquitetura visual foram planejadas para guiar o visitante, com roteiros personalizados, conteúdos contextuais e um sistema colaborativo de avaliações, ampliando engajamento e descoberta.

O Farol é uma plataforma de experiência turística imersiva criada para oferecer uma nova forma de vivenciar viagens, ampliando a conexão entre o visitante e o destino. Desde sua concepção, o objetivo sempre foi maximizar a experiência ao explorar uma cidade, destacando as características únicas que a tornam singular.

Dentro da plataforma, o usuário tem acesso de forma integrada a atrações, comércios, aspectos naturais, história, cultura e outros elementos que compõem a identidade local. Tudo isso é apresentado de maneira organicamente conectada à vivência dos próprios habitantes, transformando a forma como o visitante descobre e interage com o lugar.

Etapas de desenvolvimento do projeto

Durante a etapa inicial de Product Discovery, ficou evidente a complexidade do projeto e das demandas que ele precisaria atender. Por isso, o desenvolvimento do Farol foi estruturado em módulos sequenciais, cada um explorando áreas específicas do design e utilizando metodologias adequadas para organizar o fluxo de trabalho e acelerar a prototipação das soluções.

MODELO DE NEGÓCIOS

A definição do Business Model Design do Farol evoluiu ao longo de todo o projeto, partindo de hipóteses iniciais que foram validadas com User Research. Logo no início, para confirmar percepções sobre o mercado e mapear as principais dores dos usuários, foi realizada uma pesquisa com mais de 2.000 pessoas, tendo como estudo de caso o arquipélago de Tinharé, um dos principais polos turísticos da Bahia. (Aqui há um infográfico com os principais dados levantados.)

Planificação base da estrutura de squads
Planificação base da estrutura de squads

Com os insights obtidos nessa pesquisa, foi possível confirmar as Value Propositions centrais do produto e traçar diretrizes sólidas para o modelo de negócios. Primeiro, definimos as áreas de atuação que o Farol iria atender e, em seguida, estruturamos fluxos de operação que garantiriam o funcionamento do ecossistema, incluindo a prototipagem dos possíveis canais de capitalização.

O Farol foi concebido como um ecossistema híbrido, composto por dois produtos principais: o aplicativo Farol e os totens interativos instalados em pontos estratégicos das cidades. Seus canais de monetização foram estruturados em três frentes: contratação institucional por órgãos públicos ou associações privadas, produção de conteúdo multimídia para estabelecimentos parceiros e contratos de manutenção dos equipamentos implantados.


Planificação dos canais de monetização

O principal canal de capitalização, porém, são os Pacotes Farol. Qualquer empresa regularizada pode entrar gratuitamente na plataforma, mas os pacotes permitem ampliar a presença dentro do sistema, oferecendo mais opções de conteúdo e funcionalidades exclusivas para os empreendimentos.

IDENTIDADE VISUAL

A experiência proposta pelo Farol foi pensada para humanizar a interação entre usuários e a plataforma, aproximando a tecnologia da vivência real dos viajantes. Por isso, a identidade visual precisava traduzir uma linguagem leve e descontraída, alinhada ao caráter positivo e inspirador que o turismo carrega. Além desse aspecto emocional, havia um desafio funcional: como se trata de uma plataforma de experiência turística, a identidade deveria ser versátil para transitar entre aplicativo, totens interativos e materiais institucionais, mantendo consistência visual sem perder a acessibilidade.

Naming e Construção Conceitual

Na fase inicial do projeto, o serviço ainda não possuía um nome definido. Por meio de um processo de Brand Strategy, buscamos um termo que fosse simples, de fácil memorização e que tivesse conexão direta com o propósito do produto. O nome Farol surgiu como uma metáfora natural à missão do projeto. De forma figurativa, segundo o dicionário Michaelis:

“(…) Tudo aquilo que ilumina, mostra a direção, encaminha; aquilo ou aquele que dirige, vai na frente, lidera; guia, rumo, norte (…)”.

Essa definição traduz com clareza o posicionamento do Farol como uma ferramenta de orientação para viajantes, ao mesmo tempo em que transmite segurança e confiabilidade aos serviços oferecidos aos turistas.

Construção do Signo e Diretrizes Visuais

O desenvolvimento do signo principal foi guiado por dois objetivos centrais: escalabilidade digital, garantindo uso como ícone do aplicativo sem múltiplas versões, e flexibilidade para animações dinâmicas, explorando o aspecto lúdico da marca em contextos como telas de loading.

A identidade adota uma paleta cromática expansiva, desdobrada em diversas variações para transmitir um ambiente alegre e acolhedor, aplicada de forma consistente em materiais institucionais como papelaria e comunicação visual.

Manual e Elementos de Apoio

Para garantir consistência entre aplicativo, totens e materiais institucionais, foi desenvolvido um Manual de Identidade Visual que reúne normas de aplicação, especificações técnicas e exemplos de uso em interface. O documento detalha construção do signo e grid de construção, áreas de respiro, reduções mínimas e usos positivos e negativos. Define a paleta cromática com combinações recomendadas, percentuais de participação por peça e diretrizes de contraste para acessibilidade seguindo referências WCAG. Estabelece a tipografia com escala modular, hierarquia para títulos, intertítulos e componentes de interface, incluindo tamanhos mínimos e comportamento responsivo. Também inclui orientações de motion, como tempos de entrada e saída e curvas de animação para transições suaves em telas de loading e microinterações.

Como grafismos de apoio, foi criada uma família exclusiva de ícones para retratar a experiência turística. O sistema de iconografia segue um grid de 24 pixels com espessura de traço, raio de canto e ângulos padronizados para manter coerência entre pictogramas de atrações, transporte e lazer. As peças foram preparadas em versões preenchidas e contorno para usos distintos em fundo claro ou escuro e exportadas em SVG e PNG para diferentes densidades de tela. Cada ícone possui orientações para animações curtas em interface, reforçando a experiência imersiva da marca sem comprometer legibilidade.

Ilustrações institucionais

Foram produzidos materiais promocionais com templates de anúncio, peças institucionais e sinalização para estabelecimentos, definindo padrões de fotografia, tratamento de imagem, headline, intertítulos e call to action. Esses templates funcionam como um kit de produção para parceiros, reduzindo variação e acelerando a criação de comunicação. Estão previstos ainda brindes aos usuários, materiais de apoio aos empreendimentos e extensões digitais para site e redes sociais, mantendo a coerência com as guidelines do manual.

ARQUITETURA DA PLATAFORMA

O Farol possui duas frentes de aplicação. Os totens interativos foram projetados para contextos com infraestrutura de comunicação limitada, priorizando jornadas diretas e legibilidade em distância. O aplicativo concentra a experiência completa, reunindo funcionalidades em um ambiente único, adequado a navegação contínua durante a viagem.

Modalidades de atuação e features

A arquitetura do aplicativo foi estruturada a partir da pesquisa com usuários e organizada como Arquitetura de Informação (IA). O conjunto contempla um sitemap hierárquico das quatro áreas principais, um modelo de navegação que combina acesso global às seções com navegação contextual dentro de cada módulo e fluxos de usuário mapeando tarefas como descobrir, planejar, executar e compartilhar. Foram definidos tipos de conteúdo e taxonomias para categorias e tags, estados do sistema para carregamento, vazio e erro, além de regras de visibilidade para ações contextuais. Esse desenho promove descoberta progressiva, reduz passos críticos nas jornadas e preserva consistência entre totem e aplicativo.

Arquitetura de navegação do app
Arquitetura de navegação do app
Sketches utilizados no processo de Lean UX

PROTOTIPAÇÃO

O desenvolvimento das interfaces exigiu atenção às particularidades da plataforma mobile. Um dos desafios foi criar um design responsivo e escalável, considerando a diversidade de dispositivos, tamanhos de tela e configurações de hardware.
Os layouts foram inicialmente esboçados manualmente na fase de pré-concepção, permitindo explorar soluções antes da prototipagem digital.

Com a identidade visual e a arquitetura definidas, a transição para o Interface Design foi guiada por diretrizes claras. Cada feature do aplicativo recebeu uma segmentação cromática própria, facilitando a navegação e melhorando a identificação visual. Toda a interface foi construída em grids modulares, garantindo consistência visual e homogeneidade.

Foram desenvolvidas 126 telas básicas, prevendo a maioria dos possíveis desdobramentos do aplicativo
Foram desenvolvidas 126 telas básicas, prevendo a maioria dos possíveis desdobramentos do aplicativo

FUNCIONALIDADES

Funciona como um inventário digital de atrações, serviços e experiências do destino. Cada estabelecimento possui página própria com informações essenciais e avaliações autênticas. A credibilidade é assegurada por um QR Code exclusivo atrelado ao cupom fiscal, permitindo que somente quem utilizou o serviço registre avaliação. A navegação contempla filtros por categoria e recursos próximos, favorecendo descoberta rápida durante a viagem.

É o organizador inteligente de viagem. A partir do conteúdo do catálogo, o usuário monta um roteiro personalizado e o sistema sugere deslocamentos com base em geolocalização integrada ao Google, oferecendo estimativas de tempo entre pontos. O módulo favorece ajustes rápidos, reordenação de atividades e visualização do dia a dia do passeio, mantendo o foco em planejamento prático.

Opera como um navegador interativo durante a execução do roteiro. Ao chegar ao destino, ativa conteúdos contextuais próximos ao trajeto, exibindo curiosidades, história e informações úteis. O acesso é feito pela tela do dispositivo ou por áudio descrição, ampliando a acessibilidade. O objetivo é enriquecer a experiência em tempo real sem exigir que o usuário abandone a navegação principal.

Transforma a plataforma em um espaço colaborativo, estimulando trocas entre viajantes. O Clube de Pontos registra interações como avaliações e criação de roteiros, que podem ser convertidas em benefícios como produtos e descontos em estabelecimentos conveniados. O módulo incentiva conteúdo gerado pelo usuário e fortalece o ciclo de descoberta, planejamento e compartilhamento dentro do ecossistema.

O Farol é uma plataforma inovadora que, por meio de design centrado no usuário e pesquisa aprofundada, unifica diversas funcionalidades para oferecer uma experiência turística personalizada e acessível, superando desafios técnicos com soluções adaptadas a diferentes contextos. Com uma identidade visual forte, interfaces intuitivas e mecanismos de engajamento, o projeto estabelece uma base sólida para crescimento e inovação, posicionando-se como um case relevante na convergência entre tecnologia, design e turismo.

E ai, vamos conversar? E ai, vamos conversar? E ai, vamos conversar?
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